Equipamento para redução de queda de cabelo pela quimioterapia

Chega a Sorocaba, no Centro Oncológico Devita, o primeiro equipamento de resfriamento do couro cabelo para redução da queda de cabelo pela quimioterapia. Esta é a mais nova tecnologia na prevenção da alopecia para pacientes que precisam se submeter ao tratamento de câncer.

Segundo os médicos responsáveis, Dra. Cláudia G. Latorre Palma, Dr. Eduardo Astil Rizzetto e Dr. Paulo Eduardo Bispo, essa tecnologia já existe em diversos países e em grandes centros para tratamento de câncer no Brasil, como no Hospital Albert Einstein e no Centro Paulista de Oncologia, mas é a primeira no interior do estado. Isso facilitará o acesso a essa nova tecnologia para muitos pacientes, proporcionando bem-estar a quem passa pelo tratamento.

“Não são todas as quimioterapias que produzem alopecia, mas principalmente aquelas que usamos para o tratamento de câncer de mama têm como efeito colateral a queda de cabelo. E isso, todos nós sabemos, afeta muito a autoestima e a confiança das mulheres. Ter essa opção é uma grande oportunidade de garantir que o tratamento se complete sem interferir muito na qualidade de vida das pacientes”, explica Dra. Cláudia Latorre.

O equipamento adquirido pelo Centro Oncológico Devita é da marca Paxman Orbis Scalp Cooler, a mais utilizada em todo mundo e que possui a mais nova tecnologia existente. “Inclusive as toucas recebidas em nosso centro são mais modernas do que as existentes no Hospital Albert Einstein”, explica o Dr. Eduardo Rizzetto. O mecanismo de diminuição da queda de cabelo consiste em resfriar o couro cabeludo, mantendo a temperatura entre 18 e 22ºC, iniciando 30 minutos antes da infusão do quimioterápico, mantendo o resfriamento durante toda a infusão e ainda por mais aproximadamente 90 minutos. Dessa forma, a circulação sanguínea no couro cabeludo é diminuída e o contato do bulbo do cabelo com a quimioterapia é menor, portanto diminuindo a queda de cabelo, explica Dr. Eduardo.

Os estudos que aprovaram o uso da máquina mostraram que 50% a 80% das pacientes que a utilizaram mantiveram o seu cabelo. “É claro que o resultado depende de paciente para paciente, do tipo de cabelo, de seguir as orientações médicas e do fabricante, mas vemos isso como um grande avanço no tratamento do câncer”, diz Dr. Paulo Bispo.

Nós, do Centro Oncológico Devita, estamos muito felizes em poder oferecer essa tecnologia e oportunidade aos nossos pacientes e esperamos que os resultados tragam grande impacto psicossocial para aqueles que a utilizarem, finalizam os médicos oncologistas.