Terapias Dirigidas

As terapias dirigidas são um novo tipo de tratamento que surgiu através do melhor entendimento da ação dos genes, das proteínas e de outras moléculas presentes nas células tumorais, criando o conceito da terapia personalizada. Esses medicamentos são compostos de substâncias que foram desenvolvidas para identificar e atacar características específicas das células cancerígenas, bloqueando assim o crescimento e a disseminação do câncer.

O princípio básico da utilização da terapia alvo consiste na identificação de um alvo molecular. Alguns tumores apresentam uma via conhecidamente alterada, dessa forma, o tratamento é indicado mesmo sem a necessidade do teste que identifique o alvo molecular. Porém, outros tumores precisam da identificação do mesmo no tecido tumoral para que o medicamento seja indicado e possua benefício.

Esses alvos podem ser genes mutados, proteínas expressas exclusivamente no tumor, proteínas alteradas devido mutações ou mesmo quando essas estão presentes em maior quantidade na célula doente quando comparada a célula normal, sugerindo ação dessa via no desenvolvimento do tumor. A indicação dessas terapias alvo são também influenciadas pelas características do tumor (sítio primário, tipo histológico e estadiamento), além das condições clínicas do paciente (performance status e comorbidades).

Os efeitos colaterais variam conforme a via molecular a ser bloqueada, mas de uma forma geral, esses são diferentes dos observados durante o tratamento com quimioterápicos convencionais. As drogas alvo dirigidas determinam menor incidência de vômito, náusea e queda de cabelo. Entretanto, seus efeitos adversos não são menos importantes, variando entre alterações cutâneas (lesões acneiformes), fadiga, hipertensão arterial, alterações na coagulação e cicatrização ou mesmo complicações mais graves como perfuração intestinal e insuficiência cardíaca.